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O efeito do ruído do metro!

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A exposição a ruído excessivo, quer seja decorrente do uso de maquinaria pesada, associado ao tráfego/transportes ou associada ao ruído recreativo (head-phones, eventos desportivos, concertos, entre outros) apresentam-se como fontes significativas, e evitáveis, de trauma auditivo.

Quanto à exposição em contexto de transportes públicos salientamos um estudo realizado ao longo de mais de uma década no metro de Londres, onde os autores registaram os níveis de pressão sonora no interior das carruagens e em diferentes estações.

Os valores avaliados neste estudo foram consistentemente superiores a 87 dBA, com algumas medições a atingirem mais de 100 dBA. Como ponto positivo, puderam verificar uma melhoria dos valores de 2006 para 2018, mantendo-se contudo valores muito elevados.

De acordo com decreto-Lei n.182-2006, que regulamenta a exposição ao ruído no local de trabalho, 87 dBA é o valor máximo diário de exposição que não deve ser ultrapassado nas 8 horas diárias de trabalho. Se a intensidade do ruído for superior a estes limites, o tempo máximo de exposição recomendado diminui. A título de exemplo, para valores acima dos 100 dBA o tempo de exposição máximo desce para 15 min.

Com base nestes valores, podemos verificar que os passageiros podem estar expostos a níveis nocivos de ruído, dependendo do tempo de exposição a que cada indivíduo esteja sujeito.

 

Se tivermos em linha de conta que em Portugal, e segundo dados da Metropolitano de Lisboa, registaram-se 173 milhões de passageiros em 2019, podemos facilmente perceber o potencial impacto na saúde pública. No entanto, a extrapolação dos dados pode ser perigosa, uma vez que é preciso ter em conta as características da linha, das carruagens e da acústica das estações para se poder caracterizar correctamente o problema.

É importante que os passageiros estejam cientes dos eventuais riscos que podem estar a incorrer, que podem ser mitigados pela adopção de medidas de protecção auditiva individual com recurso a tampões auditivos ou auscultadores com sistemas de cancelamento de ruído.

 

Para mais informações contacte O Seu Otorrino.

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Otorrinolaringologista e Cirurgião de Cabeça e Pescoço
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