Este mês de Julho foi escolhido para ser o mês da sensibilização para uma doença oncológica rara: o
sarcoma.
Pode afectar qualquer órgão/região do corpo, atingindo os ossos e os tecidos moles, nomeadamente, músculos, nervos, cartilagens, tendões, vasos sanguíneos e gordura.
Na região da cabeça e do pescoço, constituem apenas 1% de todos os tumores que aí ocorrem.
Anualmente, entre 4 a 5 casos por 100.000 pessoas são diagnosticadas na Europa com esta doença, dos quais 10-20% em crianças.
As principais causas para este tipo de tumor são a idiopática (causa desconhecida), causa genética, associada a exposição a radiação, associada a exposição a vírus ou agentes químicos nocivos.
O principal sintoma, observado em cerca de 80% dos doentes com sarcoma da cabeça e do pescoço, é a presença de uma massa indolor.
No entanto, é uma doença parca em sintomas, que progride lentamente e portanto o diagnóstico precoce é raro. Isso leva a menor taxa de sobrevivência, com maior taxa de recidiva local após um tratamento inicial.
Na maioria das vezes o tratamento consistirá em cirurgia associada a radioterapia e/ou quimioterapia, sendo que, dada a gravidade e raridade destes tumores, esta decisão passará sempre por uma decisão multidisciplinar.