Quando estamos a andar, a informação dos nossos giroscópios e acelarômetros (localizados no ouvido interno), são integrados com a informação proveniente da visão, das articulações, do tacto, da audição e do conhecimento de experiências anteriores. A integração de todas estas informações permite-nos adoptar a posição ortostática, mantendo equilíbrio, e a reagir a interferências que possam surgir, nomeadamente quedas.
Nesta complexidade de integração de informação, há possibilidade de compensar um ou vários sensores, quando existe falha de algum ou, por outro lado, hiperatividade de outro. Apesar de haver um esforço para que se consiga a compensação, nem sempre isso é possível, originando desequilíbrio.
A perturbação sentida na observação desta imagem resulta de uma informação visual de movimento rotatório, que entra em conflito com a informação dos restantes órgãos, que é, de ausência de movimento.
Em situações normais esse desajuste na informação seria ultrapassado. Porém, certos indivíduos, passam a depender demasiadamente da informação visual, acabando por descurar todas as outras informações (do ouvido interno, das articulações, do tacto, entre outros), ou seja, ficam dependentes da informação visual de forma excessiva!
Algumas das queixas típicas que estes pacientes reportam são:
– tontura quando estão nos corredores dos supermercados;
– tontura quando viagem em carros ou comboios;
– tontura quando estão em ambientes com muitas pessoas a caminhar ou muitas luzes a moverem-se,
– tontura quando em ambientes muito exigentes visualmente, como sejam, trabalhar com múltiplos ecrãs, fazer scrolling no telemóvel, entre outros.
Estas queixas podem ser experimentadas por pessoas que apresentam outras doenças do equilíbrio, como sejam sequelas de labirintite ou nevrite vestibular, sequelas de VPPB, enxaquecas, problemas psicológicos, entre outros.
No entanto, não é necessário que exista uma doença prévia. A dependência visual pode ser a única disfunção existente, sendo uma situação extremamente frequente na prática clínica.
O tratamento destas queixas passa habitualmente por uma conjugação de intervenções: medicamentosa, de reabilitação vestibular e de mudança de estilos de vida.
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