
E através da audição que nos relacionados com os outros!
Com o envelhecimento ocorre um processo normal de perda de audição, denominado de presbiacusia, que quase sempre pode ser corrigido/melhorado. O recurso habitualmente usado para esta melhoria são as próteses auditivas, contribuindo de forma significativa para a melhoria da qualidade de vida.
No entanto, o uso de aparelhos não é isento de riscos.
Num estudo realizado na Alemanha, os autores estudaram as complicações possíveis decorrentes do uso de aparelhos auditivos. Para isso, seguiram mais de 40,000 doentes ao longo de 1 ano e chegaram às seguintes conclusões:
– 16,5% dos doentes com aparelhos auditivos apresentam cera a obstruir o ouvido, cerca de 4x mais do que os pacientes sem aparelhos;
– 6,4% dos doentes com aparelho auditivo apresentavam infecções do ouvido externo, comparando com 2,3% dos que não apresentavam aparelhos, o que corresponde a um risco aumentado em quase 3x;
– no total, 20,3% dos doentes com aparelhos auditivos apresentavam “problemas” durante 1 ano, comparando com 5,3 % dos doentes sem próteses.
Perante estes dados, e considerando a importância que a utilização de prótese auditiva tem na melhoria da qualidade de vida das pessoas com perda de audição, pode-se afirmar que:
– o uso de aparelhos auditivos está associada a alguns problemas do ouvido externo, a maioria deles de fácil resolução e sem sequelas a longo prazo, desde que se obtenha uma avaliação por um Otorrinolaringologista atempadamente;
– a ocorrência destas complicações de menor gravidade, atestam que o uso de aparelhos não é isento de riscos, no entanto os benefícios que advêm da sua utilização são claramente ultrapassados pelos riscos;
– algumas destas complicações podem limitar o uso de aparelhos auditivos convencionais, como é o caso das infecções recorrentes do ouvido externo. Existem outras alternativas de reabilitação da audição que podem ser consideradas.
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