
As glândulas salivares são constituídas por três pares de glândulas major e centenas de glândulas minor. Estas últimas, dispersas pelo nariz, boca, laringe e traqueia.
Dentro das glândulas major estão incluídas as glândulas parótidas, as submaxilares e as sublinguais.
Estas glândulas têm como função, produzir saliva para a digestão dos alimentos e para protecção de infecções na boca e faringe.
As patologias que ocorrem mais frequentemente são:
– presença de cálculos nas glândulas (sialolitíase);
– doenças inflamatórias (sialoadenite);
– infecções virais (papeira, por exemplo);
– doenças autoimunes;
– tumores malignos e benignos.
A glândula parotídea, sendo a maior de todas as glândulas, é a mais frequentemente acometida por tumores, sendo que a grande maioria, cerca de 80%, são tumores benignos, com os restantes 20% de natureza maligna. Quando estes tumores ocorrem nas glândulas submaxilar, sublingual ou minor, o risco de se tratar de um tumor maligno é maior.
Estes tumores na maioria das vezes apresentam-se como massas indolores, de crescimento progressivo e sem outros sintomas associados.
No entanto, um tumor benigno da parótida apresenta um risco de malignização de 1.5% nos primeiros 5 anos, sendo que em tumores com mais de 15 anos de evolução o risco de transformação maligna pode ser superior a 10%. Alem do tempo de evolução da doença, existem outros factores de risco importantes como sejam; a idade avançada do doente; ter realizado radioterapia na região do pescoço e da cabeça; tumor de grandes dimensões ou recorrentes.
O tratamento de eleição para estes tumores é a cirurgia, com a excisão completa do mesmo. Trata-se de uma cirurgia extremamente delicada e que consiste na separação do tumor do restante tecido saudável, com preservação de uma estrutura de importância crucial, o nervo facial, o nervo responsável pela mobilidade da face.
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