
O termo sinusite, ou mais correctamente, rinossinusite, utiliza-se quando existe uma inflamação do nariz e dos seios perinasais (espaços ocos em redor do nariz). Pode ser considerada aguda ou crónica, consoante a sua duração seja inferior ou superior a 12 semanas, respectivamente.
Para o seu diagnóstico têm de estar presentes pelo menos 2 dos seguintes sintomas:
– obstrução/congestão nasal;
– corrimento nasal anterior ou posterior;
– dor facial ou sensação de pressão na região dos seios perinasais;
– diminuição do olfacto;
– tosse (somente no caso das crianças).
Para confirmar o diagnostico é ainda necessário realizar uma avaliação complementar com endoscopia nasal ou uma tomografia computorizada (TAC) para avaliar a presença de pólipos, secreções no interior do nariz e seios perinasais ou congestão nasal, entre outros.
No contexto de uma rinossinusite aguda a utilização de antibióticos é muitas vezes excessiva, estimando-se que seja necessário em menos de 2% dos casos.
Assim, a utilização de antibiótico poderá ser ponderado quando estão presentes três dos seguintes factores:
– presença de febre;
– uma evolução da doença atípica, ou seja, um agravamento das queixas aquando de uma evolução favorável da doença;
– queixas unilaterais;
– dor severa;
– alterações nas análises sugestivas de infecção.
No caso da rinossinusite crónica, o tratamento assenta na utilização de corticoides nasais e nas lavagens nasais com soluções isotónicas.
A cirurgia tem um papel essencial no controlo da doença que não responde à terapêutica médica.
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